A volta por cima da crise

O desemprego em tempos de crise

Elevado índice de demissão faz com que brasileiros busquem outras alternativas para ganhar dinheiro.

A crise econômica provocada pela má gestão do governo no Brasil fez com que em 2015, a taxa de desemprego fosse a maior desde 2012. A previsão é que no ano de 2016 essa taxa atinja 10%. Segundo o economista Daniel Poit, o setor que mais vem tendo problemas de demissão é o industrial, além do de serviços de pequenas empresas. A crise política acabou causando perda de confiança, simbolizada principalmente pela queda de notas de risco no mercado financeiro internacional e altos custos. Além disso, outro fator que ocasionou a crise foi a inadimplência no mercado interno por conta do excesso de impostos e dos altos juros.

A falta de retorno monetário fez com que muitas empresas cortassem radicalmente o número de funcionários e por conta disso, muitos deles tiveram que encontrar outras formas para tentar manter as contas em dia no final do mês. “Nota-se que é nos momentos de adversidade que as pessoas encontram mais alternativas e buscam criativamente outras formas de resolver suas questões, sejam financeiras ou profissionais. É frequente ouvir histórias de superação, de mudança de profissão, de descoberta de novos talentos que ocorreram em momentos de crise, é quando temos que sair da zona de conforto.”comenta a Coaching de carreira Cibele Nardi. Para ela, as melhores formas de tentar se manter no mercado de trabalho é estar atualizado sempre, ser muito pró ativo e sair da zona de conforto.

O economista Daniel Poit também deu dicas de como conseguir um novo emprego. Ele comenta que a atualização profissional e busca por capacitação são muito importantes. É preciso enviar currículos constantemente e divulgar que se está em busca de emprego. Além disso, começar um negócio próprio também pode ser uma saída interessante.

Diante de tamanha preocupação com a crise financeira, muitos se perguntam quais são as expetativas do assunto em relação a mudança de governo. “Acredito que antes de definido o impeachment não haverá muita mudança. Após isto, havendo confirmação deste governo para exercer o mandato até 2018, poderá haver alguma melhora. Só mesmo após as eleições é que será possível fazer algum prognóstico mais claro sobre o futuro da economia brasileira” responde Daniel.

Por Jéssica Mariani

Carlos Pelizari

Após ser demitido de seu emprego de auxiliar administrativo em um hotel bem conceituado de Curitiba, Carlos Pelizari começou a trabalhar como diarista. E hoje ganha mais do que ganhava em seu antigo trabalho.

Por Gabriela Rodrigues e Nathalie Oda

Foto: Valdecir Galor/SMCS

Cezar Trapp

Cesar é um dos brasileiros que teve que se reinventar na crise. Após sair da gerência de uma rede de restaurantes, teve que procurar um novo meio de renda. Montou na cozinha da própria casa uma confeitaria de bolo no pote, meio em que ele a esposa trabalham para crescer a cada dia.

Por Rodrigo Botura

Foto: Valdecir Galor/SMCS

Dados adicionais

Smiley face

Segundo pesquisa de 31 de maio, 11,2% dos brasileiros estão à procura de trabalho. No total, o Brasil tem agora 11,4 milhões de desempregados. O aumento do desemprego significa que o comércio passa a vender menos, a indústria reduz a produtividade e a arrecadação de impostos diminui. A conta do prejuízo é o país deixando de movimentar R$ 12 bilhões por mês.

O rendimento médio real recebido pelos que estão trabalhando chegou a R$ 1.962. Caiu em comparação com 2015 (3,3%) e era de R$2.030, mas não variou muito sobre o trimestre anterior. No intervalo de um ano, 1,545 milhões de pessoas perderam seus empregos.

Por Otávio Costa