Jeferson Leandro Nunes

Formei-me no ano passado (é, pouco tempo), mas já fiz bastante coisa no jornalismo. Durante o curso, aproveitei algumas oportunidades que, vocês, alunos, não devem perder para não arrependerem-se depois. Tive a sorte de poucos, não comum aos jornalistas, de sair da faculdade com emprego garantido, graças a uma forcinha de um professor. Fui contratado para ser repórter de rádio na Agência de Notícias do Paraná, que divulga notícias (milhares) relativas ao governo do Estado. Comecei como repórter, cobrindo pautas, fazendo matérias, plantões de fim de semana – peço desculpa aqui por acabar com o sonho de muitos alunos de ter os fins de semana livres; não, não acontece conosco – e muita locução. Hoje, faço um trabalho diferente. Fui “promovido” a correspondente de rádio de 50 emissoras do Paraná. Faço boletins noticiosos ao vivo para todas elas. Tempo, temperatura, aeroportos e duas ou três notícias. Tudo em dois ou três minutos, no máximo. Poderia escrever páginas sobre a experiência que tive, tenho e pretendo ter aqui. Mas até voltando ao jornal da faculdade, sou tolhido pelo limite de caracteres que, no rádio, é tempo. E tempo é dinheiro. Como não entendo desse último, fico por aqui!