Dayane Wolff

Lá no primeiro ano de faculdade, várias eram as justificativas dadas ao professor, que perguntava: – “Por que Jornalismo?” Eu era do grupo dos apaixonados pela palavra, pela escrita. Fiz, então, a escolha que determinaria minha carreira. Tamanha responsabilidade nunca me assustou e em momento algum me senti ‘um peixinho fora d’água’. Sabia, desde o início, que eu seria jornalista.

Comecei, então, no final do primeiro ano, o tão esperado estágio. Durante cerca de dois meses realizei trabalhos de assessoria de imprensa para modelos mirins e tal foi minha surpresa quando não recebi um tostão do que tinham me prometido.

A frustração não me fez desanimar, afinal, agora eu tinha experiência para incluir em meu currículo. Lá estava eu participando de entrevistas para fazer parte do grupo de comunicadores da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Aprovada, permaneci por cerca de seis meses, até que recebi um convite para ser editora-chefe do TelaUN. Ali permaneci até o final daquele ano, que foi um dos melhores durante toda a faculdade. Mas como o contrato acabava no final do ano, lá estava eu novamente em busca de outro desafio.

Foi em um estágio de observação na TV Band Curitiba que achei uma maneira de ocupar meu tempo ocioso aprendendo mais e mais jornalismo.

Quando formei, em dezembro de 2011, espalhei meu currículo para várias empresas, mas, como a Lei de Newton nunca falha, todas só estavam admitindo profissionais experientes. Trabalhei durante os meses seguintes, como modelo e promotora de eventos. Realizei também trabalhos como freelancer no jornal de minha cidade natal (Canoinhas – SC).

Vendo que as respostas não chegavam, assinei um site daqueles em que só podemos nos candidatar às vagas quando fazemos ‘login’. Me surpreendi ao ‘dizer alô’ e, do outro lado da linha, ouvir um convite para uma entrevista na Rádio RB2, que inauguraria em Curitiba. Eu não tinha experiência em rádio e jamais me imaginei trabalhando em uma, mas eu queria entrar no mercado de trabalho do curso em que me formei.

Um ano e três meses se passaram e posso afirmar que sou uma jornalista completamente realizada trabalhando em rádio. Comecei realizando reportagens e elaborando o roteiro – ambos medianos. Hoje sou âncora, continuo realizando reportagens, elaborando o roteiro e pautas, mas meu trabalho já deu um salto enorme. Acredito que sempre podemos melhorar e admitir isso é o que nos faz crescer. E, além da rádio, continuo realizando freelas.