Projeto informa sobre a Lei Maria da Penha

Na manhã desta sexta-feira (20), a Drª Maria Letícia Fagundes, ginecologista e médica legista, esteve presente na Universidade Positivo para falar do projeto “Mais Marias”, criado pela Associação dos Médicos Legistas do Paraná. O projeto consiste em informar a população sobre a Lei Maria da Penha. Hoje, 39% das mulheres que sofrem agressões dos parceiros apanham todos os dias.

A médica afirmou que a mulher tem que legislar para a mulher. Apesar dos cinco anos da Lei Maria da Penha, os dados de agressão no país não diminuíram de forma expressiva e grande parte da população desconhece como funciona a lei. “Despreparo e falta de comunicação também existem no atendimento nas delegacias quando uma mulher vai atrás do seu direito”, informou Fagundes. Ela ainda complementou que muitos delegados sequer sabem como funciona a lei e a quem ela atende.

Maria Leticia Fagundes explicou que a lei não tem preconceito e também protege travestis e transexuais. “As diferenças anatômicas e biológicas não justificam a discriminação”, explicou. A lei vem sofrendo várias alterações no Supremo Tribunal Federal a fim de melhorar sua base. Para a ginecologista, a Lei Maria da Penha é como a mulher: clara, sem fazer nada às escondidas.

“A campanha Mais Marias é uma marcha igual a das Margaridas e das Vadias”, contou Fagundes. O projeto trabalha informando sobre as particularidades da lei em várias comunidades carentes de Curitiba.

Danilo Georgete, 7º Período

Curitiba recebe todos os dias entre 20 e 25 denúncias de agressões domésticas contra mulheres. A equipe do TelaUn conversou com duas delas, além de especialistas. Assista:

A repórter Gabriela Junqueira conversou com a delegada operacional da Delegacia da Mulher, Sâmia Coser, sobre os procedimentos a serem tomados pela mulher em situação de violência. A entrevista na integra você ouve abaixo:
Delegacia da Mulher

Saiba mais:

> Projeto Mais Marias classifica Lei Maria Da Penha como “uma lei democrática”

 

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