A Bela Helena

Opereta “La Belle Héllène” foi adaptada para português durante a Oficina de Música de Curitiba

Alunos da oficina em apresentação de “La Belle Héllène”, no dia 26. (foto: Giovana Lucas)

As operetas são pequenas óperas encenadas, com músicas leves e textos irônicos. Elas foram as precursoras das comédias musicais contemporâneas. La Belle Hélène é uma opereta de Jacques Offenbach, cuja estreia ocorreu em 1864. A peça possui três atos e reconstrói de maneira cômica o estopim da lendária Guerra de Troia, quando o príncipe troiano Páris e a rainha de Esparta (a já casada Helena) se apaixonam.

La Belle Hélène recebeu uma versão criada especificamente para a 37ª Oficina de Música de Curitiba, com texto em português e algumas ironias próprias do século XXI. Essa versão é de autoria de Luiz Eduardo Guimarães, que manteve a estrutura dividida em três atos.

A opereta foi ensaiada pelos alunos de Estágio em Produção de Ópera, durante os dez dias do curso. Com regência de Priscila Bomfim e direção musical de Abel Rocha, a peça envolveu cerca de cinquenta pessoas, entre orquestra, coro e responsáveis pela cenografia.

No sábado (25) e no domingo (26), dois últimos dias da oficina, o grupo apresentou a opereta no Guairinha (Auditório Salvador de Ferrante do Teatro Guaíra).

Agradecimentos, ao fim da apresentação. (foto: Giovana Lucas)

É a terceira vez que a Oficina de Música apresenta óperas em português, e o principal objetivo é democratizar o acesso a essas obras. Assim, o público pode compreender mais tranquilamente, e para os músicos há a facilidade de interpretar na própria língua.

Abel Rocha é especialista em ópera. Além de ter sido o responsável pela direção musical da turma de Produção de Ópera desse ano, desde 2018 é o diretor artístico de Música Erudita da Oficina de Música de Curitiba. Rocha comentou sobre esse papel de simplificar o entendimento da ópera. “As pessoas dizem ‘nossa, até parece um musical’. Mas não, é o musical que parece a ópera, já que ela veio antes. Essa percepção demonstra o quanto a ópera está se renovando e o quanto ela faz sim parte dos nossos dias”.

Soprano Ana Paula Machado, durante solo de Helena, personagem principal. (foto: Giovana Lucas)

Na mitologia greco-romana, as deusas Juno, Minerva e Vênus competem pelo título de mais bela. Cada uma garante ao jovem Páris uma recompensa caso seja a escolhida. Páris é príncipe de Troia, filho de Príamo, mas estava vestido de pastor. Ele elege Vênus, que lhe promete o amor da mulher mais bela do mundo. Essa mulher é Helena, rainha de Esparta, já casada com o rei Menelau.

A opereta começa a partir do momento em que Helena e Páris se conhecem. Embora toda a trama se passe na Grécia antiga, Offenbach inseriu diversas ironias e críticas que pertenciam ao seu tempo (o século XIX). Ao trazer a obra para a nossa língua, Luiz Eduardo Guimarães acrescentou também alguns elementos dos dias de hoje.

Elementos contemporâneos foram inseridos na apresentação. (foto: Giovana Lucas)

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