Alimentos sem agrotóxicos podem ajudar na saúde

Ginseng brasileiro e farinha de arroz de regiões do interior do Paraná contém diversos nutrientes que melhoram a qualidade de vida, dizem produtores da 18ª Jornada de Agroecologia

A Feira da Agrobiodiversidade Camponesa e Popular Culinária da Terra fez parte da 18ª Jornada de Agroecologia, por onde vendeu produtos cultivados pelos próprios comerciantes. As mercadorias não têm transgênicos e agrotóxicos, um dos objetivos de conscientização da jornada.

Grãos sem agrotóxicos comercializados na Feira da Agrobiodiversidade Camponesa e Popular (Foto:Johan Gaissler/RedeTeia.com)

O ginseng brasileiro é uma planta cujas raízes são estimulantes e é comum de ser encontrada no Paraná. Misael Nobre é um dos comerciantes que estavam na Jornada de Agroecologia e vende produtos naturais oriundos do ginseng. “É uma planta que vem como energético, ativador da memória, purificador do sangue, antidepressivo, anti-ansiedade e melhora a circulação do sangue. Os nossos produtores, no Brasil, trabalham de uma forma que processa a raiz com a parte aérea [da planta]. Nós produzimos ginseng só pela raiz, pois é onde o princípio ativo se concentra”, conta o produtor, que mora em Querência do Norte, no Paraná.

Delfino Becker, conterrâneo de Misael Nobre, produz uma espécie de arroz que é uma mistura dos tipos preto e vermelho, apelidado de “carnaval”. Produtos derivados do arroz e cultivados por ele também são vendidos, como a farinha e a pérola vermelha. “Não é só alimento, é saúde e é uma relação positiva com a sociedade”, fala um dos membros do Assentamento Pontal do Tigre. A farinha de arroz contém vitaminas que ajudam no metabolismo.

O professor universitário Vinícius Azevedo acha importante a exposição de produtos naturais e saudáveis no Centro de Curitiba, por um preço barato. Para ele, a discussão de temas como os agrotóxicos é o grande marco do evento. “Têm várias coisas acontecendo aqui [na jornada] para chamar a atenção para a gente comer comida limpa. O que o agrotóxico traz é veneno para dentro de nossa casa”, finalizou o professor.

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