Ato pró-bolsonaro ratifica polarização política

Ato referente ao corte de verbas gera resposta nas ruas por parte de eleitores do governo Jair Bolsonaro. Resposta ao ato de domingo ocasiona uma segunda manifestação por parte dos que são contra o contingenciamento, reforma da previdência e pacote anticrime nesta quinta-feira

No último domingo (26), manifestantes realizaram na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, um ato em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, a aprovação da Reforma da Previdência e ao pacote anticrime proposto pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, seguiu em passeata até a Boca Maldita, onde havia outra concentração. Já perto do Centro Cívico, caminhoneiros trancaram as ruas e fizeram barulho com as buzinas como forma de adesão a causa.

Durante a concentração, a faixa colocada em uma das mobilizações contra o corte de verbas por estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na frente do Prédio Histórico da sede e que tinha como dizeres “em defesa da educação” foi arrancada por manifestantes. Além disso, alguns estudantes da federal, jornalistas e fotógrafos foram hostilizados em uma breve confusão que ocorreu no meio da ação.

Os atos foram organizados por grupos de direita.  Segundo os organizadores, aproximadamente 50 mil compareceram. A Polícia Militar estava presente, mas não informou a estimativa de participantes.

O criador e administrador da página “República de Curitiba”, Paulo Generoso, 50, conta que as manifestações no domingo demonstram que as ruas não tem dono, além de revelarem uma aprovação do atual governo do presidente da República. Generoso ainda enfatiza o significado do ato: “o povo realmente está mostrando que não quer mais a velha política, dando um recado bem claro aos políticos para que façam seus trabalhos com competência e a urgência que o Brasil precisa”.

A manifestação, uma resposta aos protestos referentes ao contingenciamento de verbas nas universidades federais, contou com carros de som, pinturas no rosto, bandeiras, gritos, camisetas com a cor da bandeira nacional e cartazes. Lucas Rocha, 24, líder grupo Direita Paraná comentou em nome do grupo, que em decorrência as dificuldades que Jair Bolsonaro enfrenta em governar pela forma que distorcem suas falas, ir à rua é de grande importância por ser uma maneira de pressionar os deputados tanto para a Reforma da Previdência, quanto para que o pacote anticrimes seja aprovado.

O governo relata que o contingenciamento ainda pode ser revertido caso ocorra uma melhora na economia com a aprovação da nova reforma da Previdência e o retorno de investimento em infraestrutura. Por consequência do ato do último domingo, alunos e professores da UFPR voltam às ruas para protestar na quinta-feira (29) na Praça Santos Andrade.

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