Dia Nacional da Adoção: TCC de alunos aborda a vida de jovens em abrigos

Três Jornalistas se reúnem em prol da vida de crianças e adolescentes de Curitiba que moram em abrigos e produzem webdocumentários de suas realidades

Brayan Valêncio, Dieneffer Santos e Giovana Canova são os Jornalistas responsáveis pelo projeto “Segunda Chance”: um portal de webdocumentários e áudios de crianças e adolescentes que vivem nas Unidades de Acolhimento Institucional de Curitiba. Formados em Jornalismo pela Universidade Positivo, utilizaram como objeto do trabalho de conclusão de curso (TCC) esse tema, que tem por objetivo não somente mostrar a realidade de quem vive e trabalha nessas instituições, mas humanizar o público atingido sobre o assunto.

No Brasil, o processo de adoção é regularizado através do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), feito em Varas da Infância e da Juventude, pelos candidatos com 18 anos ou mais. O cadastro necessita de informações e documentos pessoais, antecedentes criminais e judiciais. Para recorrer ao processo, o interessado deve ser ao menos 16 anos mais velho que o adotado. A adoção por casais homossexuais não está escrita de forma explícita em lei, então pode ser permitida pelo juíz responsável. Estrangeiros só podem adotar caso não tenham mais candidatos brasileiros disponíveis.

Partindo desse pressuposto, segundo o portal Segunda Chance, cerca de 4 mil pessoas são cadastradas no CNA somente no Paraná, e aproximadamente 500 crianças estão em abrigos, a espera de um lar. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em abril deste ano, o Paraná alcançou o primeiro lugar de adoções internacionais, o que reforça a pouca procura regional.

Além de promover a adoção, o grupo teve como principal foco a vida de cada jovem envolvido nesse cotidiano. Ao contrário do senso comum, órfãos são minoria nesses abrigos, dominados por crianças doadas ou abandonadas, cada uma com uma diferente história. “Produzir um trabalho que tenha função social é muito complexo. Envolve muita gente e muitas instâncias.”, contou Brayan Valêncio, jornalista de 21 anos, sobre o processo de produção do TCC. Dentre as várias complicações de se publicar algo de menores de idade em situação vulnerável, a equipe prosseguiu com o projeto. “Nós acabamos optando por mostrar os rostos dos adolescentes porque eles são protagonistas das próprias histórias, e se escondêssemos isso, a gente estaria marginalizando eles. A situação é confortável? É positiva? Não, mas eles precisam ter voz.”, disse Valêncio.

Composto por sete documentários, cinco áudios de entrevista, reportagens fotográficas e textos, o portal Segunda Chance está disponível gratuitamente, através do link https://umasegundachance.com.br/

Confira o trailer produzido pelos ex-alunos.

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