Em frente à ALEP, manifestantes cobram governo municipal

Na manhã desta quarta, os atos do Dia Nacional da Greve na Educação começaram cedo nas portas das fábricas e terminaram no Centro Cívico; manifestação continua agora à tarde e a expectativa é de maior adesão à noite

O primeiro ato em defesa das universidades públicas e contra o corte de verbas na educação teve início nesta quarta-feira (15), às 8h30, na Praça Santos Andrade, e terminou perto das 13h na Praça Nossa Senhora de Salete, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), onde ocorreu a concentração dos manifestantes.

No Centro Cívico, o caminhão de som dos sindicatos parou em frente à Prefeitura Municipal por alguns minutos para que os professores fizessem reivindicações e cobrassem promessas não cumpridas pelo prefeito Rafael Greca à classe dos educadores.

Já em frente ao Palácio Iguaçu, os representantes dos sindicatos e da UFPR discursaram sobre a mobilização e falaram sobre os próximos atos já agendados ao longo do dia. Segundo Walkiria Olegário Mazeto, diretora da APP em discurso, a passeata contou com a presença de entidades de cultura e vários movimentos e organizações diferentes que se uniram pelas pautas em comum, como a luta pela educação básica, pelo ensino superior, pela defesa de uma educação pública de qualidade e pela democracia. Também fez parte das pautas na manifestação o posicionamento contrário à reforma da previdência.

Nelson Silva, conhecido como Nelsão da Força, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba (SMC), falou sobre a participação do sindicato no protesto dos professores e estudantes. Nelsão disse que o SMC começou a falar com os trabalhadores das grandes empresas ainda na madrugada desta quarta, às 4h30, primeiramente na Renault. Segundo ele, o sindicato explicou a reforma da previdência e também os cortes na educação, e que foi decidido através de uma votação dos próprios trabalhadores a efetiva participação do SMC na paralisação em defesa da educação pública e da aposentadoria. Os discursos nas empresas continuarão durante o dia nas trocas de turnos.

Deisiely Oliveira Weiber, aluna do 3º período do curso de jornalismo da Universidade Positivo.

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