Em sessão na Câmara, Weintraub reforça que objetivo é investir na educação de base

Discussões e acusações entre os deputados de base e oposição, além do ministro, marcaram vários momentos da sessão. Ministro da Educação desafiou universidades e deputados da oposição a mostrarem produção científica.

Em sessão recheada de discussões, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, justificou a redução de verbas aos cursos de Filosofia e Sociologia por não ter gerado um bom desempenho como os cursos de ciências da natureza. O ministro ainda disse que o objetivo não é diminuir o ensino superior, mas sim dar prioridade ao ensino de base, e que as ciências sociais não geram a produção científica que as ciências biológicas geram. Também desafiou universidades e deputados a mostrarem resultados das pesquisas científicas nas universidade públicas. Weintraub ainda afirmou que a educação sofreu uma “involução” e acusou os governos anteriores de serem responsáveis por isso.

Durante a sessão, muitos deputados da oposição e do centro fizeram duras críticas ao ministro. O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) chamou Weintraub de “ministro da falta de educação”, e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que o ministro disputa o título de pior ministro da Educação. Respondendo às críticas, Weintraub disse que trabalhou muito e, diferente dos deputados, “usou muito a carteira de trabalho”. A declaração gerou confusão na Câmara, onde muitos, da base aliada ao governo, aplaudiram o ministro, enquanto outros da oposição vaiaram o discurso.

Enquanto a oposição fazia críticas, a base aliada do governo não economizou no apoio ao ministro. O deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) afirmou a existência de “balbúrdias” nas universidades públicas, em referência a um pronunciamento de Weintraub em 30 de abril que ganhou ressonância nas redes sociais. Já o deputado Alexandre Frota (PSL-SP) citou o corte de gastos na educação durante o governo de Dilma Rousseff.

O ministro ainda disse que a prioridade do governo é educação. Segundo ele, o foco é a técnica e a ciência, e não as discussões ideológicas como, na avaliação dele, ocorrem nas universidades. Além da educação, o ministro citou a importância dada à saúde, e comentou que sua equipe está aberta ao diálogo. Em vários momentos, Weintraub citou as gestões anteriores do governo como culpadas pelo atual momento da educação. Por conta disso, ele recebeu muitos questionamentos dos deputados em relação aos cortes.

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