Para Dallagnol, meio mais eficaz para combater a corrupção é a política

Na palestra final do Congresso Nacional sobre Macrocriminalidade e Combate à Corrupção o procurador da República Deltan Dallagnol e o juiz da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro Marcelo Bretas abordaram temas como o direito penal e corrupção.

Com o tema “Medidas contra a corrupção e a importância da Lava Jato”, a última sessão do Congresso Nacional Sobre Macrocriminalidade e Corrupção,  Dallagnol deu início ao quinto painel do Congresso comentando sobre o modelo de investigação que a maior operação do Brasil trouxe para combater a corrupção. Nos quatro tópicos explicados por Dallagnol há as colaborações premiadas, estratégias de fases, cooperações e a comunicação social. Ainda sobre o novo modelo de investigação, o procurador disse que “jamais se cooperou tanto entre os órgãos públicos” no combate à corrupção, e ressaltou a importância do envolvimento da operação com a política.

Resumidamente, o procurador explicou como é realizado o mecanismo da corrupção, citando as empreiteiras como a principal peça da engrenagem que leva à corrupção a um ciclo vicioso, cínico e que traz o sentimento de descrença de impunidade à população. Para ele, a própria política é o mais importante meio para reduzir os níveis de corrupção.

O procurador explica que, além do diagnóstico, é necessário tratamento. Adiante, aponta os pacotes e as medidas de combate à corrupção apresentados pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Ao fim da palestra, o procurador comenta que já pensou em desistir da operação, mas que seguiu firme para buscar um país melhor.

Já o juiz Marcelo Bretas, segundo convidado do último painel, abordou o tema “O Direito Penal nos tempos de Lava Jato”. Bretas ressaltou que o Judiciário deve avançar, e que o direito é dinâmico, pois não há como aplicar ao pé da letra que a lei será igual para todos, sendo que não é. O juiz também disse que é uma visão ultrapassada pensar que o crime só é comprovado através do “flagrante”. Ainda segundo o juiz, nada adianta fazer economias de “trilhões de reais, se o ralo da corrupção continuar aberto”.

Madu Antunes é estudante do 3° ano do curso de Jornalismo da Universidade Positivo.

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