Painel debate segurança pública e corrupção

Durante quarto painel do Congresso Nacional sobre Macrocriminalidade e combate à Corrupção, Vladimir Passos de Freitas, Carolina Moura Lebbos e Gabriela Hardt abordaram desafios da segurança penal e da burocracia para o trânsito julgado.

O painel quatro do Congresso Nacional sobre Macrocrimininalidade e Combate à Corrupção abordou o tema A Lava Jato e suas consequências, e contou com a presença do chefe da equipe de assuntos legislativos do Ministério da Justiça, Vladimir Passos de Freitas, da juíza federal da execução penal da 12ª Vara Federal de Curitiba, Carolina Moura Lebbos, e a da juíza federal da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt.

Embora admita que a corrupção sempre tenha existido, Vladimir Passos questiona o papel dos líderes políticos na proliferação da corrupção (Foto: Laura Aquim/RedeTeia.com)

Vladimir Passos falou sobre segurança pública e corrupção. Para ele, a corrupção sempre existiu. Vladimir questiona sobre qual o papel dos líderes do país na corrupção. “O exemplo quando vem de cima é seguido, mas quando não há exemplos na cúpula de qualquer poder da República, as coisas vão ladeira abaixo”. Passos também comenta sobre a criminalidade nos morros do Rio de Janeiro. Para ele, a falta do Estado gerou criminalidade.

Durante o evento, Carolina Lebbos falou sobre os desafios que a execução penal enfrenta no início do cumprimento da pena e quais as suas finalidades. Para ela, a condenação é de grande importância “para termos resultados efetivos a resposta estatal tem que ir além”.

A juíza federal Gabriela Hardt comentou sobre o processo penal e o combate ao crime organizado. Gabriela iniciou abordando assuntos como educação, polêmicas nas redes sociais e como a população reage a elas. Para Hardt, as pessoas precisam ser mais plurais. Levando em conta a polêmica envolvendo a retirada de disciplinas como Filosofia e Sociologia da grade obrigatória das escolas, a juíza diz que é preciso sim estudar Filosofia, Sociologia, Ética nos colégios.

Além disso, comentou sobre o excesso de presos provisórios no Brasil. De acordo com ela, o motivo é o fato de o processo penal levar de 15 a 20 anos para chegar ao trânsito julgado. “Assim eu defendo e defenderei sempre que é constitucional, legítimo e necessário a execução da pena após o julgamento do processo em segunda instância”.


Victoria Sampaio
é estudante do 3° período do curso de Jornalismo da Universidade Positivo.

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