Do palco à plateia: quem acompanha o congresso sobre corrupção

Durante o Congresso Nacional de Macrocriminalidade e Combate à Corrupção que acontece na Universidade Positivo, nossa equipe conversou com algumas pessoas que acompanham as palestras sobre o crime organizado e a corrupção no Brasil. 

Sandra Maria da Costa Ressel
Juíza do Trabalho aposentada, Sandra está no evento por considerar que é uma área muito diferente daquela em que atuou. Também disse ter interesse no congresso como cidadã. Ela acredita que no evento tem a possibilidade de “coletar informações realmente verdadeiras”, já que a imprensa, na opinião dela, não repercute os principais temas da atualidade. Além disso, cita a questão das fake news como prejudiciais ao país. “Fiz questão de comparecer para ter informação de primeira qualidade. Entendo que tem muita gente que se interessa pelo assunto neste país”, diz.

 

Valfran Alves dos Santos
O bombeiro militar do estado de Sergipe, de 51 anos, veio a Curitiba para aperfeiçoamento. Participa do congresso por acreditar que os temas abordados no evento auxiliarão na compreensão da área na qual atua, a segurança pública. “Sempre tem algo de bom para levar e colocar na nossa atividade diária. Os assuntos aqui tratados são de políticas públicas e isso atinge todo o país de forma geral. Com certeza tem importância também para o meu estado”, diz.

 

 

Isabele Martins Rodrigues
A estudante, de 19 anos, está no 5º período de Direito na Facear. Explica que um dos motivos principais para comparecer ao congresso é a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Segundo ela, não especificamente por concordar com as ideias do ministro, mas pelo Projeto Anticrime idealizado por ele. Além disso, a ideia dela foi conhecer mais sobre as medidas provisórias relativas à corrupção, bem como opiniões dos técnicos e medidas contra criminalidade. Ela acredita que Moro é uma espécie de “ponto fora da curva”. Isso porque, apesar de haver muitos profissionais do estado capacitados, a trajetória de Moro é um grande incentivo para os futuros profissionais do Direito.

Osangela Paes Ribeiro
A capitã da Polícia Militar do estado do Maranhão está na academia desde 2006. Participa do congresso como parte do curso de aperfeiçoamento na academia do Guatupê, para habilitação da promoção de major. Explica que a importância do evento é saber analisar todo o sistema prisional desde a prisão até o cumprimento da pena. Além disso, ela procura entender de forma mais ampla estratégias nacionais para o combate à corrupção. Para ela, todas as palestras são um processo de mudança e roupagem diferenciada do combate a esses crimes.

 

Marcia Bobko Bilibio
Capitã da Polícia Militar do Paraná está na corporação há 22 anos e também participa de um curso de aperfeiçoamento com duração de cinco meses. Explica que as palestras integram as atividades. Segundo ela, os alunos que optaram por frequentar o evento estão em um momento importante no sentido de atualização, especialmente por conta da conjuntura nacional no que tange à questão de segurança pública. “Toda atualização é bem-vinda. Ver o cenário mudando e novas esperanças e perspectivas é sempre um incentivo para nossa atuação. O congresso permite uma nova visão de mudança de cenário que vai afetar nossas atividades diárias”, palpita.

Noemia Sibele é estudante do 3° período do curso de Jornalismo da Universidade Positivo.

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