“5% do PIB é corrompido pela corrupção”, diz delegado da PF

Representantes de diversas instituições falam sobre como é realizado o combate à corrupção nas esferas da justiça durante o Congresso Nacional sobre Macrocriminalidade e Combate à corrupção.

O delegado federal Márcio Anselmo, o diretor do Dicor Igor Romário de Paula e o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Roberto Leonel, palestraram sobre como tem sido o combate à corrupção em suas respectivas áreas.

Durante o evento, Anselmo ressaltou as diferenças entre o crime organizado e o crime institucional, que usa a máquina pública como arma para fazer ações ilícitas. O delegado ainda falou sobre os malefícios que à corrupção tem no país e como tem sido feito as ações de combate. Para ele, o pacote anti-crime, montado pelo Ministério da Justiça, vai auxiliar também no reaquecimento da economia, já que, segundo ele, 5% do PIB é perdido por causa da corrupção, e que se desperdiça 2% do PIB em crescimento durante um ano.

O Policial Federal Igor Romário de Paula, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, destacou como tem sido realizado o combate ao crime organizado. Para ele, um estado enfraquecido desencadeia novos casos de corrupção, o que torna a enfraquecer ainda mais o Estado.

Citou também os principais núcleos de investigação e repressão ao crime organizado na Polícia Federal, sendo eles: direitos humanos, trabalho escravo, tráfico humano, drogas, armas, eleitorais, patrimoniais, descaminho, contrabando, previdencial, ambientais e patrimônio histórico, cibernéticos (pornografia infantil, moedas virtuais para lavagem de dinheiro), corrupção, desvio de verbas públicas, sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro.

O presidente do Coaf, Roberto Leonel, falou sobre como o conselho tem realizado ações de prevenção e que medidas podem ser tomadas pelos bancos com relação à corrupção. Apesar de um longo discurso, Roberto Leonel não comentou sobre o suposto caso de corrupção envolvendo Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, um dos que mais evidenciaram as ações do Coaf nos últimos anos.

Ainda destacou sobre a evolução do Coaf desde sua criação, e salientou que a ida do conselho para o Ministério da Justiça fortaleceu o combate à corrupção.

Maria Luiza Lendzion Schultz e Willian Santos são estudantes do 1º e 3º ano do curso de Jornalismo da Universidade Positivo.

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