Ex-jogadores e dirigentes prestam última homenagem a Dirceu Krüger

Corpo do Flecha Loira foi velado ontem à noite no Estádio Couto Pereira. Ídolo coxa-branca morreu aos 74 anos na quinta-feira (25) após complicações pós-operatórias.

A morte de Dirceu Krüger deixou o Coritiba em luto. Considerado por muitos o maior ídolo da história do clube, o Flecha Loira teve o corpo velado na noite de ontem (25), no Espaço Belfort Duarte do estádio Couto Pereira. Krüger tinha 74 anos e morreu em casa após complicações por uma cirurgia de obstrução intestinal feita há duas semanas.

Além da presença de amigos, familiares e colegas de trabalho de Dirceu Krüger, o velório foi aberto também para torcedores. O ex-atacante e técnico Pachequinho, que foi uma importante peça nos anos 1990 para o Coritiba, lamentou a morte do ídolo: “Perdi um amigo, um pai, uma pessoa que me ajudou muito desde a época de que eu era atleta. Foi meu treinador nas categorias de base e no profissional”.

 

Outro ídolo do Coritiba, Aladim, campeão brasileiro em 1985, lembrou das perdas de ídolos do clube recentemente: “É uma perda inestimável. Perdemos o Jairo [ex-goleiro, falecido em fevereiro] e agora o Krüger”. Lembranças e momentos vividos com Dirceu Krüger ficarão agora na memória: “A corrida que ele tinha pelo lado de campo jogando a bola para a gente fazer o gol. Todos os dias eu vinha ao Coritiba, sempre falava com ele. Tomávamos um café juntos, apesar dele ser meio pão-duro”, brincou o ex-ponta-esquerda do alviverde.

O repórter Pedro Talin recolheu depoimentos de pessoas que conviveram com o ídolo do Coritiba. Confira.

 

Adversários na política interna do clube e protagonistas na campanha presidencial do Coritiba em 2014, os ex-presidentes Vilson Ribeiro de Andrade e Rogério Bacellar trocaram cumprimentos e conversaram por alguns minutos durante o velório, ao lado de outros dirigentes. “Como presidente, ele foi meu colega, meu companheiro, meu conselheiro. Nos momentos de dificuldade, ele entrava na minha sala e me consolava. Nas alegrias ele me abraçava. […] Que a sua luz traga inteligência para que os coritibanos estejam unidos”, disse Vilson Ribeiro. Rogério Bacellar destacou a idolatria de Krüger, com uma estátua que foi inaugurada durante a gestão 2015-2017: “É o maior ídolo da história do Coritiba e foi o maior ídolo do futebol do Paraná. […] Além da estátua, ele merecia até ser o nome do estádio, se não fosse o Couto Pereira”.


Johan Gaissler
é estudante do 3° período do curso de Jornalismo da Universidade Positivo.

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