“Mulheres que Ocupam” traz debates sobre o 8 de Março para a academia

Realizado na unidade Santos Andrade da Universidade Positivo, o evento trouxe mesas de discussão para os alunos e professores dos cursos de Direito, Design, Fotografia, Jornalismo e publicidade e Propaganda


No Dia Internacional da Mulher a Escola de Comunicação e Design trouxe para o auditório da unidade Santos Andrade o evento “Mulheres que Ocupam”, com a programação voltada para alunos. Foram duas mesas de debate durante a manhã desta sexta-feira (8)..

“Discutir gênero dentro da universidade também mostra os desafios que nós temos para conseguir efetivamente a igualdade que a constituição promete”, contou Eneida Desiree Salgado, mestre e doutora em Direito do Estado, e uma das participantes da primeira mesa. Mediadas por Gabriela de Lara, aluna do quarto ano do curso de Jornalismo, participaram também a promotora de justiça Ticiane Louise e juíza federal do Tribunal Regional Federal Tani Wurster. Entre as pautas discutidas estavam a situação das mulheres em cárcere e no sistema judiciário.

A segunda mesa trouxe alunas e egressas dos cursos participantes do evento para falar de trabalhos produzidos na universidade com a temática feminina. Além disso, elas contaram qual foi o incômodo necessário para produzir os projetos. Autora da monografia “Feminicídio: palavra pouco utilizada no jornalismo”, a egressa do curso de Jornalismo Juliana Bianchi se interessou pela pauta a partir do TCC de uma amiga que abordava a situação de prostitutas. Então resolveu pesquisar como o jornalismo aborda notícias sobre Feminicídio. No fim da pesquisa, constatou a falta de sensibilidade com o tema, muitas vezes culpabilizando a vítima. Coincidentemente, as reportagens eram escritas por homens.

Oportunidade de aprendizado
Incentivados pela professora Sandra Nodari, os alunos do terceiro ano do curso de jornalismo fizeram a cobertura do evento por meio de lives na página do Facebook da Rede Teia. “A cobertura é muito interessante sob o ponto de vista de trabalhar o factual. O aluno se depara com a dificuldade de apurar, escolher os entrevistados, fazer o texto, e com a questão tecnológica.”, explicou a professora.

O segundo ano foi responsável por produzir reportagens sobre o evento, e posts para o instagram. Além disso, alunos do quarto ano se voluntariaram para cobrir a marcha no fim da tarde. “O aprendizado é bom para o  aluno testar na universidade atividades que ele deve desenvolver como jornalista no mundo profissional depois de formado”, completa.

Larissa Biscaia é estudante do terceiro ano do curso de Jornalismo.

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