Evento aborda consequências da depressão entre jovens

Dados da OMS apontam que o suicídio é a segunda causa de morte no planeta entre pessoas entre 15 e 29 anos

 

Você acorda e se depara com a notícia de que um colega de faculdade cometeu suicídio e então você se pergunta o que poderia ter feito para evitar. Passar pelo processo do entendimento não é apenas um desafio de familiares da vítima, mas para todos aqueles que conviveram minimamente com essa pessoa. Pensando nesse princípio, o Núcleo de Direitos Humanos (NDH) do curso de Jornalismo da Universidade Positivo pautou o assunto em uma roda de conversa com os alunos dos cursos da Escola de Comunicação e Design da instituição.

O evento Histórias interrompidas: como lidar com a depressão? abordou temas como ansiedade, suicídio e estresse. Participaram do encontro o coordenador do curso de Psicologia, Raphael Di Lascio, e o estudante de Jornalismo Guilherme Dias, que produziu como atividade de TCC, em 2018, o documentário Depressão, uma doença que impacto o seu redor, que reuniu histórias de pessoas que conviveram com familiares com depressão. “Hoje aprendemos a nos conscientizar mais, a ouvir mais os outros e, principalmente, a ter mais empatia”, diz o universitário que foi personagem do próprio trabalho por ter vivido uma experiência com o tema.

Estudante de Jornalismo Guilherme Dias falou sobre o documentário que dirigiu em 2018 como atividade de TCC (Foto: Milena Campos/Rede Teia)

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda causa de morte no planeta entre os jovens da faixa etária de 15 a 29 anos, atrás apenas das mortes violentas. Dados do Ministério da Saúde apontam que no Brasil, entre 2000 e 2016, o suicídio teve alta de 73%, percentual que atinge especialmente jovens e idosos.

O coordenador de Psicologia afirmou durante a fala que as transformações sociais ligadas à tecnologia explicam parcialmente esse cenário. Para ele, embora a ansiedade seja algo normal, deve ser um elemento de cuidado quando sai do controle. Além disso, o psicológico explicou como a ansiedade atua a partir de reações fisiológicas, como a fome ou a falta dela. Mesmo com o avanço da tecnologia que permite a ampliação da informação, a depressão ainda é vista com estigmas e, por isso, se faz necessário insistir em pautar assuntos bons, como a empatia.


Empatia
A empatia foi um assunto que ocupou boa parte da conversa. A falta dela, na avaliação do psicólogo, é a responsável pelo crescimento no número de pessoas com depressão. Em relação a essa habilidade emocional, a pessoa que busca ajuda com um profissional deve buscar criar vínculos, algo que, na opinião do profissional, tem potencial para tornar o tratamento mais efetivo.

Se não houver esse vínculo empático a terapia se torna uma resistência que prejudica o processo. Os alunos comentaram sobre exercícios diários que podem colaborar para melhor o dia da outra pessoa, de modo a fazer diferença naquele que precisa de uma atitude de gratidão.

O exercício pode ser feito por um cumprimento, elogio ou gentilezas. A pessoa que está passando por dificuldade precisa reconhecer os sintomas e acreditar que pode melhorar. Além disso, buscar ajuda é fundamental, e as pessoas próximas devem auxiliar quem mais precisa nesse processo, lembrando dos próprios limites.

 

Serviço
O Centro de Psicologia da Universidade Positivo é aberto a estudantes, funcionários e também à comunidade externa. Funciona de segunda à quinta-feira, das 7h30 às 22h30, sexta-feira das 7h30 às 21h00 e sábado das 8h00 às 12h00. Os horários de atendimento devem ser previamente agendados pelo telefone (41) 3317-3169 ou pelo e-mail centrodepsicologia@universidadepositivo.com.br


Madu Antunes e Brenda Liliane
são estudantes, respectivamente, do terceiro e quarto ano do curso de Jornalismo da Universidade Positivo.

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