Especial – Entre Cinzas

O Tabagismo, apesar de ser legal, possui a maior taxa de mortalidade evitável do mundo. O vício costuma chegar muito cedo na vida dos jovens, mas mesmo dentre os mais velhos, a ansiedade e o estresse estão relacionadas ao consumo da nicotina. A dependência física à nicotina é fator de risco para aproximadamente 50 doenças diferentes.

A reportagem em vídeo abaixo ilustra a vida de dois fumantes, Stephany Mello de 19 anos e Antonio Alves de 64 anos, e uma ex-fumante Carla Krisna de 47 anos. Stephany começou a fumar por influência de amigos, algo relacionado à glamourização do ato de estar fumando, mas viu que se tornou dependente ao consumir o tabaco por causa da ansiedade. Antonio tentou parar de fumar durante 3 meses, mas percebeu que não conseguia trabalhar, pois sua cabeça estava no cigarro. Já Carla parou de fumar por ter desenvolvido problemas que se agravaram por conta da dependência do cigarro, como gastrite, irritabilidade e cansaço físico em demasia. Confira:

Consumo do cigarro no Brasil e no Mundo

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), a proporção de pessoas de 18 anos ou mais de idade não fumantes expostos ao tabagismo passivo foi de 14,7% em casa e 14,4% no trabalho em ambientes fechados. Entre os gêneros, a proporção é maior entre as mulheres em casa (11,7%) e os homens no trabalho (16,9%). A distribuição nas regiões do Brasil variou para exposição de não fumantes à fumaça em casa de 9,7% no Sudeste e 12,4% no Nordeste. A situação se repetiu para ambientes fechados de trabalho, sendo 12,3% no Sudeste e 16,6% no Nordeste, de acordo com dados do IBGE de 2014.

Existem mais de um bilhão de fumantes no mundo e 80% deles vive em 24 países, sendo dois terços em países de baixa e média renda onde a carga das doenças e mortes tabaco relacionadas é mais pesada. Dados da Organização Mundial da Saúde de 2010, apontam que os fumantes atuais consumam cerca de seis trilhões de cigarros todos os anos.

O percentual de adultos fumantes no Brasil vem apresentando uma expressiva queda nas últimas décadas em função das inúmeras ações desenvolvidas pela Política Nacional de Controle do Tabaco. Em 1989, 34,8% da população acima de 18 anos era fumante, de acordo com a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN).

 

José Renaldo, Vinicius Gonçalves e Pedro Pinheiro

 

 

 

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