Histórias de viagem: dialogando com desconhecidos do transporte público de Curitiba

Karina Becker Di Domenico

A ideia de fazer um livro-reportagem para contar história das pessoas que encontro no transporte público surgiu a partir do momento em que eu comecei a frequentar a faculdade. Vim do interior do Paraná, uma cidade pequena, chamada Realeza. Lá não tem transporte público coletivo. Por isso, esse fato chamou muito a minha atenção quando cheguei aqui, aonde quer que eu fosse, teria que pegar um ônibus.

Pensei muito no que poderia fazer de TCC, certo dia estava no ônibus e vi que poderia aproveitar esse tempo. Olhei ao meu redor e observei as pessoas que compartilhavam aquele ambiente comigo. Foi nesse momento que descobri qual seria o tema do meu TCC. Comecei a observar esses ambientes de uma forma diferente. Você já pensou na quantidade de histórias que passam nos ônibus todos os dias? Cada pessoa carrega consigo um mundo diferente, dificuldades, alegrias, motivos para serem como são. Cada uma tem reações específicas durante as viagens, mas afinal quem é o passageiro que está ao meu lado? Assim surgiu a ideia do livro “Histórias de viagem: dialogando com desconhecidos do transporte público de Curitiba”.

O livro está dividido em oito capítulos, cada um deles é uma história, cada uma delas traz visões e experiências diferentes, que em algumas vezes se cruzam. Para fazer o livro, procurei personagens em linhas diferentes de ônibus, normalmente aquelas que eu utilizava. A minha principal dificuldade foi com os personagens, alguns desistiram em cima da hora, o que acabava dificultando a entrega no prazo. Mas de uma forma geral, fui muito feliz fazendo meu TCC. Ao final do meu trabalho tinha cumprido mais do que meus objetivos acadêmicos. O aprendizado que cada entrevistado compartilhou comigo foi de grande valia, conhecer cada uma dessas pessoas ter contato com todas essas histórias foi uma experiência inesquecível. Mas não matou toda a minha curiosidade, continuo me perguntando quem são as pessoas que estão nos ônibus comigo todos os dias.

 

 

Família Mosaico

“Foi um momento muito mais traumatizante do que apanhar num ônibus, obviamente”.

Encontrei o dono da família mosaico numa manhã comum, era dia de aula, devia ser umas 7h30. Já estava dentro do ônibus, o ligeirinho Pinhais/Campo Comprido, sentada num dos bancos coletivos que ficam mais ao fundo para o lado do corredor. Era uma manhã preguiçosa, e eu nem estava prestando muita atenção quando ele passou e ficou em pé, pouco atrás de mim, de modo que eu não conseguia observá-lo. Saindo do terminal do Campina do Siqueira com destino ao Campo Comprido, caminho que leva não mais que 15min – nesse horário – passei o trajeto inteiro tentando vê-lo melhor.

Eu o vi muito rapidamente quando entrou, uma questão de segundos, estava com uma calça escura, uma jaqueta leve da cor cinza e carregava uma bolsa de lado marrom, meio loiro, e foi isso. Pronto, meu momento de observação acabou. Só fiquei com vontade de saber mais. Durante o caminho fiz tentativas de voltar meu olhar para ele, numa delas percebi que estava virado de costas pra mim e se a intenção fosse ver seu rosto, minhas chances tinham ido por água abaixo. O mistério dele já havia começado. A única certeza que eu tinha era que devia convidá-lo para fazer parte do meu livro. E assim foi.

Ao sairmos do coletivo caminhei com ele até o ponto do próximo ônibus que pegaríamos, por acaso era o mesmo, Universidade Positivo. Descobri que era seu primeiro dia de aula, pois tinha trancado a faculdade e acabara de voltar. Ele aceitou contar a sua história, fomos até a UP no ônibus um pouco lotado, ficamos nas escadas, ele na superior, eu, um degrau abaixo. Pude observar nesse momento, que usava uma camisa xadrez, preta e branca, por baixo da jaqueta cinza. Tivemos um diálogo curto, pois do terminal do Campo Comprido até a Universidade Positivo, o trajeto é rápido. Assim combinamos de marcar outro dia para conversar.

No dia da entrevista percebi que por trás dos óculos manchados pela sujeira, além dos olhos claros, Gustavo Cesário guardava muitas histórias que deixou escapar aos poucos, por meio das frases curtas e gestos tímidos. Fala baixo e sua dicção não é das melhores, muito provavelmente por causa do aparelho que força seus dentes a ficar no lugar certo. Tem um pequeno piercing de argola no nariz e dava para perceber que nos cabelos tinham resquícios de loiro nas pontas da franja, que fugia para fora da touca do casaco que cobria sua cabeça, afinal, era um dia frio, desses tradicionais em Curitiba. Tem um estilo meio largado, gosta de estampas, se julga sem identidade de roupa. Conta que está tentando se vestir “direito”, por causa do estágio, mas para sentir-se o verdadeiro Gustavo, o ideal seria usar uma calça rasgada e um tênis que não fosse sapatênis ou sapato social. O piercing era uma espécie de distração, muito frequentemente mexia nele durante a conversa, como se fosse um momento de expressar que estava um tanto tenso. Também não foram poucas as vezes que ele passava a mão no pescoço, parecia um pouco nervoso, e bastante acanhado.

Nos primeiros minutos de conversa, Gustavo contou que aos dez anos de idade começou a ter consciência de que era homossexual. “Acho que é só ver na cara”, brinca ele, apontando para seu rosto. Mas nem sempre foi simples assim. Ele passou por várias situações desconfortáveis a partir do momento que percebeu que era gay. Como não é raro de acontecer, infelizmente passou por episódios embaraçosos desde que identificou sua atração por outros meninos.

A partir dos seus dez ele pensava que isso era errado, acreditava que Deus não gostaria, e por isso todas as noites quando deitava na cama chorava e pedia para ele que não o deixasse ser assim, implorava por cura. Meio sem jeito, junto com uma risada de desabafo misturada com alívio ele disse “Minha vida nunca foi fácil por causa da minha sexualidade”. Em momento algum Gustavo esteve preso a uma religião, mas diz que esse pensamento é algo imposto pela sociedade há muito tempo e pressupõe que era de se esperar que pensasse deste jeito. Na escola ele procurava fugir da realidade que acabara de reconhecer. “Eu me reprimia. Quando eu sentia tesão por um menino eu me reprimia. Eu tentava me forçar com meninas. Eu tentava! Mas nunca cheguei a ficar com uma menina. Tanto é, que meu primeiro beijo foi com um menino”. Era como se ele não conseguisse se emancipar diante dos episódios que o cercavam. Mas em certo momento da vida, ele tomou consciência de que pensar dessa maneira era desnecessário, ridículo. “Isso foi acontecer aos 15 anos, mas enfim… durante cinco anos eu fiquei me reprimindo”. Sua convivência com a comunidade LGBT, só foi acontecer no final do ensino médio, antes disso, ele sofria com o ambiente em que estava inserido, pois não tinha muitos amigos e era vítima de bullying. Portanto, quando terminou o ensino médio começou a ter mais contato e ser mais aberto.

Ao mesmo tempo em que Gustavo conseguiu se libertar da repressão e assim viver de acordo com a sua sexualidade, também foi obrigado a passar por momentos constrangedores. Em um dia como qualquer outro, ele estava voltando de uma entrevista de emprego e foi agredido dentro do ônibus. Conta que na época estava com o cabelo descolorido e um homem começou a encará-lo. A única coisa que pensou foi “Ok, a vida continua… Mais um encarando”, devido ao seu pensamento, logo percebi que é uma situação comum pela qual ele passa. O problema maior é que não parou por aí. Gustavo estava em pé, e essa pessoa começou a se aproximar.

– “Ele chegou mais perto de mim e começou a empurrar. Estava empurrando, empurrando… Aí eu disse: Mano, para”.

– “Ta com algum problema, viadinho?” Foi a resposta.

Gustavo procurou ficar na sua, mas o homem começou a chutá-lo, foi então que decidiu sair do ônibus. Você deve estar se perguntando, mas e as pessoas que estavam no ônibus? Não fizeram nada? Não interviram? Foi a pergunta que fiz para ele. Não. Não fizeram nada. Não se manifestaram contra, não tentaram impedir, não demonstraram desaprovação, nadinha. A única ação que foram capazes de realizar foi voltar seus olhos para o que estava acontecendo. Qual é o motivo pelo qual os demais passageiros não se expressaram contra a ação eu não se sabe. Talvez por ter sido muito rápida e assim não deu tempo de entenderem o que estava acontecendo, talvez por ficarem com medo de intervir e acabar “sobrando” para elas (uma agressão, xingamento, ou algo parecido).

Mesmo sendo uma situação bastante desconfortável, Gustavo já passou por momento pior. Até porque a ação partiu de uma pessoa muito próxima. Ele  sabia da desaprovação de seu pai, mas não esperava passar pela demonstração de fúria que surgiria após o momento de descoberta por meio de fatos concretos que seu filho era homossexual. “No fundo ele sempre soube. Sempre dava indiretas, falava do meu modo de agir, dizia coisas do tipo ‘olha essa postura, menino’. Ou quando eu defendia certa causa, causas de minorias, ele dizia ‘porque você tá defendendo isso?’ ”. O fato é que Gustavo começou a namorar e já tinha apresentado seu parceiro para sua mãe e seu padrasto, com receio de contar para o pai, resolveu esperar mais um pouco.

Mas antes disso acontecer, alguém mandou uma foto dele com o namorado para o pai, que imediatamente procurou Gustavo para confirmar o que tinha visto. “Foi difícil na hora que eu tive que contar pra ele, porque ele sempre foi meio explosivo. Então na hora ele explodiu e tentou me matar”. Já tinha escurecido e Gustavo estava sozinho em casa quando percebeu que seu pai havia chegado. Estava tentando escalar a grade da residência com uma faca na mão. “Foi um momento muito mais traumatizante do que apanhar num ônibus, obviamente”.  Nos próximos seis meses o contato entre eles foi extinto. A experiência que Gustavo passou o deixou com crise de ansiedade e depressão.

Quando tinha crises de ansiedade, disse que às vezes passava por momentos de euforia. “É como se o mudo estivesse tentando me matar e eu estivesse em constante alerta tentando fugir disso. E a depressão, eu não sei, é como se eu não tivesse mais vontade. Eu não me aceitava, minha autoestima estava horrível, eu não conseguia nem me olhar no espelho. Eu não conseguia levantar da cama, eu não tinha vontade…” acalmou a respiração, a fala, e completou “…de viver… Eu não tinha”. Tudo isso levou Gustavo para a terapia durante quatro meses. Nesse período, ele já estava cursando direito. Mas na tentativa de fugir de tudo isso, trancou a faculdade e decidiu buscar novos lugares, respirar novos ares, sentir novas coisas. Estava cansado de Curitiba, almejava mudança. Por isso foi para São Paulo no final de 2016, onde mora sua madrinha. O tempo que passou lá não foi muito longo, no início de 2017 soube que conseguiu bolsa do FIES na Universidade Positivo e decidiu voltar para a capital paranaense, onde começa a trilhar novos caminhos.

Gustavo nasceu na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Morava junto com os pais. Aos três anos de idade seu pai mudou-se para Curitiba, por causa do trabalho, por isso afirma que não teve o pai muito presente na sua infância. Passado um tempo, ele e sua mãe também vieram. Mais tarde ela descobriu que seu marido tinha uma filha fora do casamento. Assim começavam os indícios da família mosaico. A casa foi a personagem principal da história, pois nem a mãe, muito menos o pai queria abrir mão dela. E aí? Como fazer para resolver a situação? “Então… é que aconteceu… Ai… como eu vou explicar isso” Com uma pitada de vontade de dar risada, finalmente Gustavo voltou a falar “Foi todo mundo morar na mesma casa”. Sim, o pai, a mãe, ele, a madrasta, o padrasto, os filhos da madrasta e do padrasto. Pronto! Saiu aquela risada que estava entalada na garganta. E foi assim, por cerca de um ano. Por isso Gustavo brinca que tinha uma família mosaico.  

“Não é uma família padrão. Pai, mãe e filhos. No caso tinha minha mãe e meu padrasto, meu pai e minha madrasta os filhos da minha madrasta. Então era muita gente” A casa em que moravam tinha cinco quartos e bastante espaço, o que permitia uma boa distribuição. “Acho que por isso funcionou a família mosaico, porque a casa era grande”.  Gustavo conta que a convivência entre todos era tranquila, sua mãe sempre foi muito passiva, e até ajudava todos com as lições da escola, inclusive dos seus irmãos de criação. O pai e o padrasto trabalhavam para sustentar a casa. Não havia discussões. Mas confirma que no fundo ninguém gostava da situação, no entanto, como estavam em processo de separação, ninguém queria abrir mão da casa.

Quem mais aproveitou o tempo da família mosaico foram as crianças. Ele, e mais uma irmã de criação com diferença de poucos dias; um irmão mais velho e uma irmã mais nova, todos filhos da madrasta. E mais um recém nascido, filho da sua mãe com o padrasto. “A gente virava a casa de cabeça pra baixo, quebrava as coisas sem querer, bagunçava muito”. Tinham idades muito próximas. Brincavam de esconde-esconde com os vizinhos, se divertiam constantemente. Gustavo conta que junto com seu irmão de criação aprontava muito com a irmã mais nova. Rindo, ele confessa “Ela era muito burrinha na época, acreditava e fazia tudo o que a gente falava. Eu sinto muita pena, e muito arrependido do que fazia com ela”.

Durante sua infância e adolescência conviveu muito com os irmãos, estudavam na mesma escola, então na maioria das vezes andavam juntos. Ele lembra que uma vez estava indo com a irmã e o irmão para o centro, na Lan House do pai que ficava em um Shopping. Estavam no Inter 2, viajando tranquilamente nos últimos bancos, mas como de costume, sempre existe a possibilidade de ser surpreendido dentro de um ônibus, e foi o que aconteceu. “E teve uma hora, acho que ele passou numa lombada, ele voou assim”, levando as mãos para cima, demonstrando o movimento que o ônibus fez. “A gente voou junto, bateu a cabeça no teto, caiu no chão…” Achando a história muito engraçada e surpresa como o que ele disse, perguntei muito rápido, ele mal tinha terminado de falar.

– “Caiu no chão?” Ele acompanhando a minha risada confirmou. As próximas perguntas e respostas seriam regadas por gargalhadas.

– “Caiu no chão. A minha irmã ficou alguns minutos jogada no chão. Mas ela estava fazendo drama sabe, teve gente que bateu feio a cara. Porque ele freou e passou na lombada, então teve gente que foi pra frente, eu que sou magrinho voei pra frente e depois fui pra cima”.

– E vocês ajudaram a sua irmã, ou só ficaram dando risada?

– Nós ficamos dando risada, depois ajudamos ela dando risada.

– E ela não ficou braba com vocês ?

– Lógico que ficou. Ela ficou muito puta com a gente. Chorou de raiva.  

Atualmente, Gustavo mora no bairro Xaxim. Para chegar até a Universidade Positivo, onde deve estar às 8h, acorda às 5h para pegar o ônibus. Com a voz escoltada por risada ele afirma “Tem vezes que eu durmo no ônibus e para em outro ponto. E digo ‘meu Deus onde eu tô’ ”. Para chegar até seu destino, Gustavo utiliza três ônibus, o Inter 2, Pinhais Campo Comprido e Universidade Positivo. Certo dia, estava no Inter 2 pegou no sono e nem viu quando passou pelo Terminal do Campina do Siqueira, onde deveria sair do ônibus. Só foi despertar em outro terminal. “Eu fui parar, sei lá, para o outro lado. Eu fiquei, tipo… ‘gente onde eu tô?’, eu perguntei para uma mulher ‘onde eu tô?’, daí ela falou… eu nem lembro o nome do terminal que eu estava, daí eu voltei pra casa”. Nossos risos se fundiram. Mas fatos assim, não aconteceram só no Inter 2, que circula pela cidade inteira, Gustavo já adormeceu no ônibus Universidade Positivo, que tem um trajeto bastante curto, pois vai do Terminal do Campo Comprido até a UP. “Teve uma vez que eu peguei o ônibus da Positivo mesmo e eu dormi. Rodei com ele uma vez, aí eu pensei, ‘nossa, o ônibus nem saiu do lugar ainda’, mas aí eu percebi que eu tinha dormido no ônibus”. Por esse motivo ele pensa em mudar para a Unicuritiba, que fica mais próxima de sua casa. “Porque é muito longe, é muito longe”.

Ele contou sobre uma situação que presenciou uma vez dentro do ônibus. Havia um casal de meninas de mãos dadas, meio abraçadas. “Tinha uns caras falando, tipo estavam falando meio alto, sabe? Ôôô lá em casa… Aí o ônibus inteiro começou a linchar os caras. Inclusive eu linchei também, né, mas… Óbvio que eu linchei! Se eu pudesse eu ia pra cima deles”. Foi nesse momento que percebi, Gustavo também é corajoso. E para confirmar, eu perguntei.

– Se as outras pessoas não tivessem se manifestado, mesmo assim você agiria dessa forma?

–  Agiria! Com certeza, com certeza, com certeza!

Nessa época, Gustavo já tinha sido agredido no ônibus e mesmo assim ele não tem medo quando se trata de demonstrar desaprovação ao presenciar uma situação dessas. Ao comparar os dois exemplos notei certa diferença, apesar de os dois serem formas de agressão, desrespeito. Gustavo, muito provavelmente por ser homossexual foi agredido no transporte público, o casal de lésbicas foi considerado objeto de desejo sexual.  Ao comentar sobre essa percepção com Gustavo ele disse. “A mulher é vista como objeto pelo homem. Tanto é que você… Pesquise, lésbica. No google. Sério, chegue em casa e pesquise no google: gays e depois pesquise lésbicas. E me mostre, me mostre o que aparece na pesquisa. Resultado para gays, serão notícias sobre gays. Mas quando você pesquisar lésbicas, só vai aparecer pornô. Só vai aparecer, pornô. É um fato. A mulher é discriminada na sociedade de inúmeras maneiras.”

Gustavo tem muita vontade ajudar os outros, principalmente as pessoas que são marginalizadas pela sociedade, que não tem apoio, as minorias. Por isso optou por cursar a faculdade de direito, diz ser uma questão de justiça. “Meu sonho é montar um escritório e prestar ajuda jurídica pra LGBT, gratuita. Eu sei como é difícil passar por isso, e não ter nenhuma base pra te suportar. Então…” Seus sonhos não param por aí. A outra parte dele tem vontade de seguir carreira acadêmica, acha interessante produzir conteúdo. “Mas conteúdo LGBT, porque é muito escasso, muito escasso”. Gustavo diz que deve ter um instinto paterno, pois adora crianças e tem a intenção de casar e ter filhos. Parceiro, ele já tem.

A única vez em que Gustavo precisou pensar um pouco mais para responder o que perguntei foi quando disse: quem é você hoje? “Que pergunta difícil. Quem sou eu, hoje, não é mesmo? Hum… quem sou eu?… Não sei… Talvez uma pessoa, não diria melhor, mas mais feliz, não sei… A faculdade acaba com agente, mas feliz”. Brinca.

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