O futuro é a TV aberta

Por Gabriel Krambeck


Muito se escuta sobre o fim da televisão, sobretudo, a aberta. Mas essa é uma ideia completamente contrária aos temas discutidos na mesa O Futuro da Televisão Aberta, mediada por Felipe Pena no Intercom Nacional 2017. Para somar ao debate, a mesa contou com o diretor de projetos jornalísticos da Record TV, Rafael Gomide, a dramaturga conhecida por sua série no Fantástico “Segredos de Justiça”, Andrea Pachá, e o podcaster e roteirista do programa humorístico Zorra, Vinicius Antunes.

 

Grande parte do público presente era jovem e disse ter participado das mesas anteriores. As análises de dados de Gomide levantaram a questão da importância da televisão como grande veículo de comunicação, que abrange os 42% dos brasileiros que ainda não têm acesso à internet. A leitura de trechos do livro de Andrea Pachá construiu a ideia da importância de conteúdos diferenciados para refrescar um público que já não se identifica com as linguagens jornalísticas conservadoras. “O monopólio da TV aberta acabou, mas o alcance continua impressionante, essa demanda existe muito forte”, refletiu a dramaturga sobre o impacto da série do Fantástico que misturava drama e jornalismo.

 

Com uma finalização bem humorada, Vinicius Antunes discutiu a renovação desses formatos e fez piada, “eu assisto Netflix na minha televisão [aparelho], mas também posso pausar o HBO e assistir Game of Thrones depois”. Conclui que a televisão que está acabando, na verdade, não perdeu seu espaço. No meio de diversos exemplos de conteúdos novos, bem produzidos e com bons números, o público conseguiu visualizar que o futuro da TV aberta é ela mesma.

(Foto Agência Júnior de Jornalismo | Talita Brasileiro)

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