Diplomação, a estreia dos novos legisladores de Curitiba

Dos 38 eleitos, oito são mulheres e 14 participam pela primeira vez do exercício legislativo

 

No próximo dia 19 os vereadores eleitos recentemente serão diplomados em cerimônia organizada pela Câmara Municipal de Curitiba no Teatro Positivo. Participarão eleitos e suplentes que assim ficam habilitados a assumir o cargo em janeiro. Mas alguns farão isso pela primeira vez. São 14 os novos vereadores (e um vereador que já ocupou o cargo em outro pleito) para a gestão 2017-2020, ou seja, 39,4% de modificação no legislativo municipal. A renovação, apesar de grande, não é maior que as alterações de 2012 – quando a casa chegou a ter 47% das cadeiras ocupadas por novos vereadores.

Curitiba possui 38 vereadores na Câmara Municipal, dos quais 23 conseguiram se reeleger, mas, apesar das 15 mudanças, nem todos os “não-eleitos” foram candidatos, como é o caso de Jorge Bernardi (Rede) que, desde 1988 vem conquistando uma cadeira no legislativo municipal e agora, após sete mandatos consecutivos, resolveu disputar a prefeitura em uma chapa encabeçada por Requião Filho (PMDB) na qual ele era vice. Mesmo que ganhasse a eleição, Bernardi acabaria desocupando sua cadeira na Câmara.

Paulo Salamuni (PV) foi outro que saiu como vice-prefeito na chapa de Gustavo Fruet (PDT) e perdeu o cargo após seis pleitos seguidos como vereador. O atual presidente da Câmara, Ailton Araújo (PSC), também não concorreu ao cargo de vereador por querer dar um tempo na política e considerar que esses próximos quatro anos são essenciais para resolver se pretende continuar na política ou não. Aldemir Manfron (PP) não pôde lançar candidatura após não apoiar candidatos do PP na disputa para o Congresso Nacional em 2014. Ricardo Barros, liderança do PP no Paraná, barrou a candidatura de Manfron em retaliação “a traição”. Apesar de não se candidatar, Manfron colocou sua esposa, Maria Manfron (PP) para disputar uma vaga na Câmara dos Vereadores. Maria foi eleita com 4.633 votos e é uma das novatas no legislativo municipal.

Professor Galdino (PSDB), conhecido por estar envolvido em polêmicas e enfrentar um processo de cassação nos últimos meses de mandato por tentativa de assédio a uma colega vereadora, também abdicou da candidatura. Ele resolveu apoiar seu irmão Edu Galdino (PSDB) que usou o mesmo jingle. Apesar de estar sempre entre os vereadores mais votados, Galdino não conseguiu eleger seu irmão que obteve apenas 2998 votos e amargou a posição de número 74.

Aladim Luciano (PV), ex-jogador do Atlético Paranaense e do Coritiba, também não disputou uma das 38 cadeiras como vereador. Aladim que está em seu terceiro mandato, acredita que já fez a sua parte enquanto vereador e admite que esse é o melhor momento para buscar uma aposentadoria e sair da vida pública.

Então, com a não participação direta de quatro dos 38 vereadores, a Câmara de Curitiba teve 11 vereadores “derrotados” na tentativa de reeleição, o que faz com que a porcentagem de vereadores não reeleitos, mas que disputavam a reeleição seja de 28,94%. Ou seja, por vontade do eleitor, houve um pouco mais de alteração de ¼ na Câmara dos Vereadores. Os vereadores não-reeleitos e que disputavam o cargo de vereador foram: Carla Pimentel (PSC), Chicarelli (PSDC), Chico do Uberaba (PMN), Tiago Gevert (PSC), Dirceu Moreira (PSL), Edson do Parolin (PSDB), Jonny Stica (PDT), Pedro Paulo (PDT) e Zé Maria (SD).

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Mulheres ampliam espaço – As mulheres também tiveram um aumento histórico: apesar de serem oito vereadoras eleitas, nunca houve tantas mulheres na Câmara Municipal de Curitiba em uma legislatura. Em 2012, foram eleitas cinco, número que corresponde a 13,15% dos cargos disponíveis, enquanto agora representam 21% da Câmara.

Com menos votos , mas eleitos – O quociente eleitoral em Curitiba segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) foi de 22.082 votos. Os partidos precisavam alcançar esse mínimo de votos para garantir ao menos uma vaga nesta nova legislatura. Quanto mais votos obtidos na somatória de todos os candidatos de uma mesma legenda, mais vagas o partido conseguiu distribuir entre seus mais votados. Por isso, vários candidatos, apesar de obterem mais votos que alguns dos eleitos, não puderam se eleger.  Foram 35 os candidatos que obtiveram mais votos do que alguns vereadores eleitos e mesmo assim não ocuparam uma cadeira na Câmara de Curitiba porque suas legendas não atingiram o quociente eleitoral.

 

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