Rafael Greca (PMN) e Ney Leprevost (PSD) disputaram o segundo turno na capital paranaense

Para especialista, candidatos têm perfis ideológicos semelhantes


Com colaboração de Camila Abrão e Natalia Basso

As eleições de Curitiba vão para o segundo turno. Rafael Greca e Ney Leprevost voltam a se encontrar dia 30 de outubro para disputarem as eleições municipais para a prefeitura. Os dois foram os mais votados pelos eleitores curitibanos, tendo uma diferença de 136.812 votos entre eles, o que representa 14,72 pontos percentuais entre os votos válidos.

Greca passou para o segundo turno com 38,38% (356.539) e Ney Leprevost com 23,66% (219.727).

O vereador mais votado foi Serginho do Posto, do PSDB, com 11.252 votos. E, entre os que se elegeram, o menos votado foi Ezequias Barros, do PRP, com 3.006.

Abaixo mais informações sobre a trajetória na política dois candidatos que disputam o segundo turno.

Rafael Greca

Ney Leprevost

 

Especialista diz que candidatos têm perfis ideológicos parecidos

O professor de ciências políticas da Universidade Federal do Paraná Emerson Cervi comentou sobre o cenário da disputa entre Ney e Greca até o fim do mês que será disputado o segundo turno. “O sentido que retiramos desse resultado é que, a população optou por candidatos com perfis muito parecidos, sendo oposição à direita da atual gestão”, explica.

Segundo ele, essa proximidade dos dois candidatos pode acarretar em maiores problemas para a escolha final da população, levando a um maior número de abstenções e votos nulos, sendo que aconteceu nessa eleição uma quantidade muito maior nos dois aspectos se comparados a 2012.

Alianças

Já em relação às alianças, o especialista mostra uma situação mais pessimista para os dois. “Os candidatos que perderam no primeiro turno já falaram que não vão apoiar nenhum dos dois”, comenta. De apoio mesmo, ainda que provável, virá de âmbito estadual de acordo com o professor: “O único apoio que eles vão ter é do governo do estado, com o partido do governador apoiando um e o secretário do estado [Ratinho Jr.] apoiando outro”.

Contudo, para o professor o cenário pode ser ainda mais solitário para os candidatos, pois mesmo esse apoio do governo do estado não será explícito, já que a própria imagem do estado está suja diante dos eleitores.

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