Central cancela comemoração do Dia do Trabalhador

Os sindicatos e centrais sindicais se manifestaram em solidariedade aos professores da rede estadual nesta quinta-feira (30). Na quarta, professores grevistas foram violentamente atacados por policiais militares em frente à Assembleia Legislativa do Paraná enquanto os deputados, protegidos dentro do prédio, votavam uma proposta polêmica de mudança na Previdência estadual. Em resposta à violência da polícia, o evento do dia 1º de maio – Dia do Trabalhador -, da UGT (União Geral dos Trabalhadores do Estado do Paraná) e entidades filiadas foi cancelado. Segundo o comunicado no site, o motivo está relacionado aos acontecimentos dessa quarta-feira, pois ocorreriam também na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico. Além disso, as premiações e atrações programadas foram suspendidas, como o Show do Padre Reginaldo Manzotti e a dupla sertaneja Marco & Belutti.

Outros eventos de comemoração da data, promovidos por outras centrais sindicais, foram mantidos.

Em entrevista à Rede Teia a CUT (Central Única dos Trabalhadores) confirmou que não vai haver cancelamento nos seus eventos. Segundo Daniel Mittelbach, da assessoria, a CUT ainda está apoiando os movimentos sociais, e vai manter sua caminhada em Curitiba, nessa sexta-feira. A concentração vai acontecer na Rua Primeiro de Maio, esquina com a Linha Verde, na BR-116, a partir das 8 horas da manhã. A caminhada segue até a Paróquia São Pedro Apóstolo.

Outra categoria que está apoiando esses movimentos é a SINDTES-PR (Sindicato Dos Trabalhadores Em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná). Segundo a jornalista, Adriana Possan, eles estão panfletando e apoiando as bases desde fevereiro, e garantem manter essa ajuda. Mas, sem modificar seus serviços e jornada de trabalho, pois tudo está sendo feito de forma institucional.

O SINDARSPEN (Sindicato Dos Agentes Penitenciários do Paraná) também mantem seu apoio. Mas após a sua paralisação nessa segunda-feira (27) até quarta-feira (29), e depois dos atos de violência ocorridos na assembleia legislativa, o sindicato optou por voltar normalmente às suas atividades. Segundo Vilson Brasil, um dos diretores, o sindicato vai organizar uma assembleia sem data definida para definir o que vai ser feito. Vilson garante manter apoio aos movimentos, e que possivelmente seja decidido uma greve geral entre os servidores.

Alguns sindicatos ainda devem continuar com a sua paralisação. Segundo a Elaine Rodella, secretária-geral do Sindsaúde –PR ( Sindicato dos Servidores Estaduais da Saúde), eles vão manter a interrupção dos seus trabalhos por tempo indeterminado.

A APP (Sindicato Dos Trabalhadores Em Educação Pública Do Paraná) vai promover um evento nessa sexta-feira, na rua 1º de dezembro em Curitiba. Segundo a assessoria, eles vão realizar uma caminhada com flores, livros e balões como forma de resposta aos atos cometidos nessa quarta-feira no Centro Cívico. Além disso, a APP garante que a greve vai continuar, e uma nova mobilização vai acontecer nessa terça-feira (5).

Repórter: Amanda Oliveira